segunda-feira, 31 de março de 2014

Continuação. 49 de n.

Pode-se perguntar: Philomena e a jovem francesa teriam direito a reivindicar reparações patrimoniais ou participação em heranças das famílias dos adotantes ou das instituições envolvidas com as adoções? Talvez. Esse fato, porém, justificaria que os envolvidos sonegassem informações aos interessados? Na minha opinião, a resposta é um categórico não.
Antes de continuar, devo deixar claro que considero a escolha das mães, e demais intervenientes, a melhor possível na época, nem por isso, contudo, pode-se relevar as falsidades perpetradas posteriormente. Sob os religiosos católicos, pesa, ademais, uma agravante, inscrita no mandamento: "Não prestarás falso testemunho contra o teu próximo".
O sumiço do livro de registro referente ao batismo e casamento de Theresa Brayner, eventos desprovidos de quaisquer interesses pecuniários, torna-se, assim, ainda mais inexplicável, tão obscuro e desprezível, quanto é inverossímil a possibilidade de se tratar de mera coincidência. 
Estaria a explicação relacionada ao receio sentido pelos que esconderam  - ou eliminaram - o livro de que alguns fieis viessem a questionar a origem de sua fé? Só posso especular...e lastimar.

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