BH
– Muitas penas capitais me aguardam na Europa – Quebra o silêncio, por fim, o bucaneiro – precisariam de algo mais rápido que a forca para executar a todas – graceja.
Novo silêncio interminável.
– Levo-vos até nossa colônia em Granada (1), onde podereis encontrar meios de alcançar um porto seguro. – Conclui secamente.
– Sois um homem justo, meu capitão – Balbucia Manoel Franc.
A esperança abraçou os refugiados na continuação da viagem; em vez de inquisidores, comerciantes; Amsterdã era apenas uma questão de preço.
São inescrutáveis, porém, os desígnios do Eterno.
Em Granada não havia capitães dispostos a arriscar uma viagem transatlântica com passageiros tão indesejados em troca de uma mera promessa de pagamento no destino. O máximo que conseguiram, à custa dos poucos bens que trouxeram de Pernambuco, foi um traslado até a colônia neerlandesa de Nova Amsterdã, na América do Norte.
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(1) Então possessão francesa.
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