BH
Quis o Eterno que a segunda parte da viagem se desse em paz. Os judeus aproveitaram o ensejo para rezar e agradecer a HaShem por estarem vivos.
Antes de continuar a saga, permitam-me uma breve divagação. Como sabem, não sou historiador ou especialista em assuntos militares, mas acho que tropecei em uma peculiaridade do início do período colonial, sobre a qual nunca li ou ouvi qualquer referência – certamente por preguiça de minha parte.
Notei que os portugueses, inspirados em Lisboa, escolhiam, de preferência, lugares elevados para fundar suas cidades, assim são, por exemplo, suas principais praças no Brasil nos séculos XVI e XVII: Olinda e Salvador.
Os batavos, ao contrário, preferiam manguezais, ilhas próximas a estuários ou deltas, locais que lembrassem a terra de onde vinham. Consta que gostam de dizer: “D’us criou o mundo, os neerlandeses criaram os Países Baixos”.
Mauritstadt e Nova Amsterdã compartilham a engenhosidade de seus fundadores: eram ilhas, cobertas de mangues, com fácil acesso a rios, por meio dos quais se ligavam ao continente, e também ao mar o que as mantinham em contato com a metrópole.
Quando os judeus de Pernambuco chegaram a Nova Amsterdã, porém, a colônia na América do Norte, em comparação com sua congênere do sul, era minúscula, feia, pobre, primitiva e insegura; era frequentemente atacada e, às vezes, saqueada por índios ou ingleses.
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