No dia 6 de agosto de 1914, o Reino Unido enviou uma força expedicionária à França e consumou o envolvimento de todas as grandes potências europeias na guerra que ficou conhecida por aquela geração como a "grande guerra". Faz apenas 100 anos, mas é difícil para nós hoje compreender o 14 do século XX, depois das transformações - maravilhosas e medonhas - pelas quais o mundo passou desde então.
Andei pensando: e se o atentado terrorista contra o arquiduque Francisco Ferdinando tivesse fracassado? Ou ainda, e se mesmo que a guerra tivesse sido deflagrada por outro motivo, o que teria acontecido se as potências centrais - Alemanha e Áustria-Hungria - tivessem se sagrado vitoriosas? Para entender melhor o assunto, recorri ao Professor Donald Kagan da Universidade de Yale em Connecticut - EUA.
Antes de continuar minhas divagações, preciso contar a minha relação pessoal com Yale. Há pouco mais de um ano, recebi de um colega de trabalho a dica do site de cursos abertos da universidade: http://oyc.yale.edu. Desde então tornei-me assíduo espectador de muitos deles, a ponto de S dizer: "só sendo muito nerd mesmo para ter como hobby cursos pela internet", de fato, nessa questão, declaro-me inapelavelmente culpado. Não satisfeito fiz propaganda de Yale para praticamente todo mundo com quem conversei (e continuo fazendo), poucos, porém, compartilharam o meu entusiasmo, alguns devem achar que ganho alguma tipo de comissão da universidade...
Neste momento, aproveito para dar dois testemunhos: 1) todos os cursos a que assisti, sem exceção, são ótimos e 2) o meu preferido entre eles continua sendo o que para mim foi o primeiro - "Introdução à história grega antiga", ministrado pelo Professor Kagan - vide http://oyc.yale.edu/classics/clcv-205/lecture-1.
Uma confissão adicional. Sempre cultivei o desejo de estudar em uma universidade no exterior, porém, por muitas razões que não merecem ser mencionadas aqui, nunca tive oportunidade de concretizar tal sonho - acho que é isso que chamam de ferida narcísica. Muitas vezes, igual ao Tevye, de O violinista no telhado, lastimei: "If I were a rich man"... eu estudaria em Oxford, na Sorbonne ou em Yale.
Quis a Providência que a grande universidade viesse até mim, sem que eu precisasse desembolsar um centavo sequer, Baruch HaShem(1)!
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(1) Bendito (seja) o nome (do Eterno).
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