domingo, 2 de março de 2014

Continuação. 16 de n.

BH

A paliçada de Nova Amsterdã era pouco mais que um muro construído com madeira e barro. Estendia-se do leste da ilha até um mangue no oeste, que, por sua extensão e profundidade, constituía por si só uma defesa mais eficaz que a própria amurada.
A alegria dos judeus por estarem juntos e livremente poderem praticar sua religião era indescritível – além de rara naquele mundo. Gostaram do lugar e por lá foram ficando; construíram suas casas, uma sinagoga, uma Mikvê (1) e, claro, uma escola.
Graças ao Eterno, nunca precisaram atuar como sentinelas ou escudos da cidade, alguns anos depois de sua chegada, os Países Baixos e a Inglaterra celebraram o Tratado de Breda por meio do qual a ilha de Manhattan se integrou às colônias britânicas da América do Norte, em troca, os neerlandeses ganhavam a soberania sobre algumas ilhas produtoras de especiarias no Oceano Índico.
A cidade passou, então, a se chamar New York e, dadas as suas qualidades naturais, rapidamente prosperou. Sob domínio britânico expandiu-se para o norte, muito além do muro, que, por fim, tornou-se desnecessário.
Em seu lugar foi traçada uma rua: a Rua do Muro, "Wall Street". 
Os refugiados de Mauritstadt compareceram à sua inauguração. "Gam zu LeTovah".

Toda esse história, naturalmente, leva a uma pergunta inescapável: "e se"?


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(1) Piscina de purificação ritual.

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