Esta semana foi muito corrida, em parte por
causa da copa do mundo, por isso não encontrei tempo para escrever, não por que
faltassem histórias.
Já ia me esquecendo de dizer que nossa
vinda para o HC foi resultado de uma decisão pessoal do diretor-geral, Dr. Osmar, que a tomou sem ouvir os futuros chefes daqueles dois forasteiros vindos de
Brasília, origem que não recomenda a ninguém em Curitiba.
Caímos, então, de paraquedas no Serviço
de Psicologia e na Assessoria de Informática.
Continua em vigor a proibição de S, para que eu conte suas aventurasno meio da tribo dos lacanianos, restrinjo-me então ao que aconteceu comigo na ASSINF.
Meu chefe, Dr. S, era um médico respeitado,
que tinha como hobby os computadores, talvez por essa razão tenha sido indicado para
chefiar a área que cuidava de todo processamento de dados do hospital. Ao
contrário do Sarah, o HC era um hospital padrão: médicos sempre na chefia. Não quero com isso dizer que o Dr. S não estivesse capacitado para a função, em absoluto, na verdade, em muitos
sentidos ele tinha até mais gosto pela informática do que eu.
De fato, os computadores nunca foram um paixão
para mim, nem mesmo nos tempos da universidade, no Sarah, eles não passavam de uma ferramenta de trabalho, no HC, porém, tornavam-se o meu ganha-pão, mas era um casamento de conveniência
que, assim, progressivamente, me afastava da área técnica para a de humanas. Tal como em Les feuilles mortes, entre mim
e a engenharia:
(...) la vie sépare ceux qui s'aiment,
Tout doucement, sans
faire de bruit
Et la mer efface sur
le sable
Les pas des amants désunis.
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