terça-feira, 3 de junho de 2014

Continuação. 111 de n.

Lembrei de mais duas coisas a respeito do filme Getúlio, uma boa e uma ruim.
Primeiro a ruim.
Já havia dito que o filme é ridiculamente esquemático, mas não expliquei o porquê, para fazê-lo preciso falar de uma  série de TV exibida pela Rede Globo uns cinco anos atrás chamada "Som e Fúria", inspirada em uma congênere canadense: "Slings and Arrows". As duas giram em torno da obra de Shakespeare.
Talvez eu fale mais a respeito delas aqui qualquer dia desses.
Por ora, é suficiente dizer que em um dos episódio, o diretor de teatro louco propôs que a atriz que interpretava Lady MacBeth (Andrea Beltrão), em cena, desse um banho no seu marido (Daniel Dantas). A ideia por trás do disparate era mostrar o "lado humano" de MacBeth.
No Filme Getúlio, o recurso original escolhido pelo diretor do filme para humanizar o ex-presidente foi... fazer Tony Ramos tomar banho.

Agora a boa.
O filme exibe discretamente a corrupção da "famiglia" Vargas: as aventuras italianas de um dos filhos do ex-presidente, e, em particular, uma fala na qual Getúlio desabafa com Alzirinha que nos quinze anos em que esteve no poder, muita gente lhe pediu favores, nunca pelo bem do país.
Ok, eles foram honestos, mas será que perceberam que foi uma confissão de culpa do ex-presidente?

Amanhã, pretendo falar, se sair cedo do jantar de Shavuot, falar sobre o filme francês: "Uma relação delicada" ("Abus de faiblesse") um filme aborrecidamente francês, com Mme. Isabelle Huppert.

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