domingo, 8 de junho de 2014

Continuação. 113 de n.

Curitiba

Nunca poderemos ser suficientemente gratos à família O, que nos acolheu em sua própria casa, no bairro das Mercês, quando chegamos em Curitiba.
M. tinha sido colega de quarto de S em Brasília. 
Paranaense, ela já tinha desistido do Sarah e voltado para Curitiba antes de a Lei n. 8.248/91 ter sido aprovada. Quando soube que nós seríamos distribuídos para Curitiba, convidou a S, a mim e ao pequeno D, então com 9 meses, a ficar na casa de sua família, até encontrarmos um apartamento para alugar. 
O que era para ser uma estada de dois ou três dias, para nosso desconforto, durou três semanas. Apesar de os aluguéis em Curitiba serem baratos, quando comparados com os de Brasília, faltava-nos um fiador.
Finalmente, o marido de outra ex-colega do Sarah, que também não esperara pelas peripécias do Dr. Campos da Paz e voltara ainda antes para Curitiba, mesmo sem nos conhecer, aceitou noos afiançar.
D, que tem o mesmo nome que o nosso D., é um grande empresário em São  José dos  Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba e para com ele também temos uma eterna dívida de gratidão.

Mas, antes de continuar a história, cabe uma pergunta: por que Curitiba? O que um pernambucano, uma carioca e um pequeno brasiliense, sem qualquer experiência anterior com o frio, vieram fazer nessa cidade remota, desconhecida, arredia e nevoenta?

Antes de continuar precisaremos voltar um pouco mais no tempo.

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