B`H
D, no dia em que v nasceu o sol parou sobre Brasília, o céu ficou mais azul, os pássaros cantaram felizes, as pessoas sorriram de alegria, em toda parte eu vi brotar a felicidade.
A sua chegada marcou a vitória improvável da vida sobre as tantas possibilidades de solidão, desentendimento e morte.
Não havia esperança de que v estivesse entre nós 50 anos antes na Polônia, ou há 25 anos no Recife ou apenas 2 anos antes ali mesmo no coração do Brasil; mas nós tínhamos um encontro marcado com v desde o início dos tempos.
Inseguros, inexperientes, impressionados, arregalávamos os olhos, abríamos a boca e pensávamos: onde antes não havia nada, agora estava D, um milagre!
Eu e S fomos abençoados com a sua presença, com seu riso, com seu choro também, com cada gesto seu, com seu olhar e com seu espanto, dia a dia. E é assim até hoje, Baruch HaShem!
Levantar todos os dias de manhã, doravante, para mim, que nunca tive pai, seria ao mesmo tempo motivo de mais felicidade e de mais responsabilidade.
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