Depois de aprender sobre a formação do texto bíblico e sobre algumas de suas nuances no livro do Padre Arenhoevel,
eu me considerei pronto para recomeçar meus estudos. Decidi, então, recorrer a
comentários específicos para cada um dos livros sagrados e, assim, voltei às Paulinas e
comprei o Gênesis de Frederico
Dattler membro da Sociedade do Verbo Divino – SVD.
Percebi que muitas
de minhas perplexidades anteriores se deviam à ausência de uma educação filosófico-religiosa
apurada e, em razão disso, à impossibilidade pessoal de compreender os detalhes
sutis empregados pelos autores inspirados.
Imaginem, digo
eu agora, a dificuldade de se explicar a presença e a intervenção do Infinito-Transcendente
no cotidiano de criaturas finitas por meio da linguagem escrita. Isso é a
Torah, assim ela deve ser percebida, estudada e amada.
Quando acabei o
Gênesis, achei que seria interessante conhecer outras abordagens teológicas,
pensando assim, para me ajudar a ler o livro seguinte, o Êxodo, comprei o comentário de apoio em uma editora evangélica cuja livraria ficava não muito distante
do Sarah no Setor Comercial Sul.
Não gostei da
mudança porém.
O comentarista, de
cujo nome não me recordo mais, propunha uma interpretação literal da narrativa
da saída do Egito, que reacendia as perplexidades que a abordagem católica me ajudara a superar.
Voltei mais uma
vez às Paulinas e comprei o comentário ao Êxodo escrito pelo Professor Gianfranco
Ravasi, formado pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e pela Universidade
Hebraica de Jerusalém.
Curiosamente,
não me ocorreu na época procurar o entendimento judaico da Torah, li bastante
sobre o que os judeus pensavam, dito por goym*,
a explicação para isso é que o acesso a fontes judaicas não era, e continua não
sendo, muito fácil e eu ainda não conhecia S.
S não era muito
religiosa, devo dizer de imediato, tanto não era, que começamos a namorar, mas ela me inspirou muitas outras
novas perspectivas de vida.
Também preciso
dizer agora que ela me proibiu de contar histórias românticas neste blog,
exceto para dizer o quanto ela é maravilhosa e que eu a amo.
Assim sendo, por
enquanto, paro por aqui.
-----
* Goym =
gentios, não-judeus ou, ao pé da letra, filhos de outras nações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário