domingo, 4 de maio de 2014

Continuação. 85 de n.

Depois de aprender sobre a formação do texto bíblico e sobre algumas de suas nuances no livro do Padre Arenhoevel, eu me considerei pronto para recomeçar meus estudos. Decidi, então, recorrer a comentários específicos para cada um dos livros sagrados e, assim, voltei às Paulinas e comprei o Gênesis de Frederico Dattler membro da Sociedade do Verbo Divino – SVD.
Percebi que muitas de minhas perplexidades anteriores se deviam à ausência de uma educação filosófico-religiosa apurada e, em razão disso, à impossibilidade pessoal de compreender os detalhes sutis empregados pelos autores inspirados.
Imaginem, digo eu agora, a dificuldade de se explicar a presença e a intervenção do Infinito-Transcendente no cotidiano de criaturas finitas por meio da linguagem escrita. Isso é a Torah, assim ela deve ser percebida, estudada e amada.

Quando acabei o Gênesis, achei que seria interessante conhecer outras abordagens teológicas, pensando assim, para me ajudar a ler o livro seguinte, o Êxodo, comprei o comentário de apoio em uma editora evangélica cuja livraria ficava não muito distante do Sarah no Setor Comercial Sul.
Não gostei da mudança porém.
O comentarista, de cujo nome não me recordo mais, propunha uma interpretação literal da narrativa da saída do Egito, que reacendia as perplexidades que a abordagem católica me ajudara a superar.
Voltei mais uma vez às Paulinas e comprei o comentário ao Êxodo escrito pelo Professor Gianfranco Ravasi, formado pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e pela Universidade Hebraica de Jerusalém.
Curiosamente, não me ocorreu na época procurar o entendimento judaico da Torah, li bastante sobre o que os judeus pensavam, dito por goym*, a explicação para isso é que o acesso a fontes judaicas não era, e continua não sendo, muito fácil e eu ainda não conhecia S.
S não era muito religiosa, devo dizer de imediato, tanto não era, que começamos a namorar, mas ela me inspirou muitas outras novas perspectivas de vida.
Também preciso dizer agora que ela me proibiu de contar histórias românticas neste blog, exceto para dizer o quanto ela é maravilhosa e que eu a amo.

Assim sendo, por enquanto, paro por aqui.

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* Goym = gentios, não-judeus ou, ao pé da letra, filhos de outras nações.

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