terça-feira, 1 de julho de 2014

Continuação. 128 de n.

A verdade é que ninguém sabia o que fazer comigo na Assessoria de Informática do HC em 1992. O setor se dedicava quase exclusivamente ao processamento de dados administrativos, empregando linguagens de alto nível ,enquanto eu estava acostumado a fazer pesquisa de natureza científica usando linguagens de baixo nível.
Não, isso não quer dizer que eu usava um vocabulário chulo.

: - )

Deixem-me explicar, meus netos, acho que certas coisas nunca mudam.
Sempre que um usuário liga um computador, a interação entre ele e a máquina passa por diversas camadas de processamento de informação, dedicadas a traduzir nossa linguagem humana, imprecisa, redundante e bela, na linguagem da máquina, precisa, mas feia e tediosa.
Há páginas e páginas de trabalhos filosóficos, linguísticos e, claro, de informática que tratam da matéria, mas não é o caso de explorar tudo isso aqui, basta dizer que para um computador ser um objeto útil para o homem comum é preciso que programas de alto nível, i. e., que usam linguagens semelhantes ao português, traduzam as necessidades desse usuário em instruções apropriadas proferidas em linguagens de nível mais baixo, quer dizer, mais próximas da linguagem da máquina.

Eu já tinha trabalhado com processamento de dados administrativos em um estágio que fiz na UNISYS e que larguei na esperança de fazer um mestrado, como já contei em outro post. Na minha opinião, poucas coisas relevantes podem ser tão enfadonhas; são as galés do mundo corporativo.

O doutor S, chefe da Assinf, me escalou, então, para fazer parte da comissão que analisava a ampliação da rede de terminais do hospital. E lá fui eu estudar as opções aplicáveis, com as respectivas especificações e preços.
Era mais interessante do que pode parecer e, além disso, me deixava com algum tempo livre, que eu aproveitei - já que estava em um hospital - para criar um vírus...

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