quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Continuação. 150 de n.

A pior coisa que pode acontecer a quem mora em imóvel alugado é o proprietário recusar-se a renovar o contrato de aluguel quando ele chega ao fim.S e eu passamos por isso 3 vezes. A primeira delas 30 meses depois de nossa chegada a Curitiba, àquela altura já estávamos com nossa vida organizada no bairro da Água Verde e precisamos sair correndo à procura de um novo apartamento.
S, meu ex-sócio, com quem mantive um relacionamento cordial mesmo depois do fim do empreendimento, fez a seguinte proposta para nós: substituí-lo como inquilino no apartamento em que morava na Praça Alfredo Andersen no Champagnat, mas estava para receber as chaves de outro apartamento que comprara na planta; a entrega estava prevista para dali a dois meses, o que nos deixava com alguma folga para fazer a mudança. Falamos com o proprietário que concordou em alterar o contrato e dispensar o fiador. 
Eu já estava trabalhando no Banco Central, aproveitei para procurar uma escola para D nas imediações do apartamento de S e achei uma muito boa: Roda do Tempo. Sem perder tempo, corri e fiz a matrícula.
O leitor já deve estar adivinhando, o que aconteceu depois...
Não deu certo. 
A construtora atrasou a entrega do apartamento de S, ele não pode se mudar e nós ficamos na chuva, metaforicamente falando. A menos de um mês do fim do nosso contrato, em um domingo, fui até uma imobiliária pegar as chaves de um apartamento anunciado no jornal que ficava no Edifício N. Sra. Auxiliadora, na Rua Desembargador Otávio do Amaral.
Era um apartamento menor do que o nosso na Água Verde, mas estava muito bem decorado e conservado: armários em todos os cômodos, pintura nova e a localização era muito mais chic. A primeira impressão foi tão boa que D não queria voltar para o apartamento velho. 
O proprietário era funcionário do Banco do Brasil, ele morara ali alguns anos até ter-se mudado para o interior do Paraná.
Apesar de ser um pouco mais caro e menor do que aquele em que estávamos, por conta da Roda do Tempo, fechamos o contrato. Um colega do Banco foi meu fiador, fizemos a mudança perto do natal de 1994. Naquele ano, passamos as festas de fim de ano na casa de M, no bairro das mercês que ficava pertinho de onde nós passamos a morar.
E assim D foi estudar na escola cujo lema era: “Sou da Roda e sou feliz, sou dono do meu nariz”.

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