domingo, 3 de agosto de 2014

Continuação. 143 de n.

Nesses dias sagrentos é difícil falar sobre a Guerra entre Israel e o Hamas sem ferir suscetibilidades ou parecer preconceituoso, qualquer que seja a causa que se defenda.
No Brasil, por ignorância genuína ou antissemitismo envergonhado, o mais fácil é dizer-se indiferente aos lados e manifestar preocupação apenas com os pobres civis mortos, tantas crianças, mas sempre concluindo com o chavão tão solene, quanto vazio de sentido: “Israel usa de força desproporcional”.
Quando se retorque perguntando o que seria, então, “proporcional”, o que recebe em troca é um balançar de cabeça desarticulado, um honesto “não sei” ou, o que é mais frequente, o silêncio.
Mesmo que discute de modo articulado a favor dos palestinos, sempre salta o fato incontornável de que o Hamas é um agrupamento terrorista, de fanáticos que mentalmente vivem nos tempos de Maomé e que sonham com a restauração do califado da Andaluzia à Índia.
De outro lado, da parte que eu julgo moralmente superior no conflito, deixo isso claro desde já, não consegui uma explicação convincente, até hoje, de como seria possível construir, antes da chegada do Messias, um estado que fosse, ao mesmo tempo, único – nas terras que a Judéia e a Galileia -, judaico e democrático. Só há lugar para duas de três alternativas.
No que diz respeito ao Brasil, preocupo-me com o que diz o Gênese 12-3.

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